Publicado em 06/11/2019 por com informação do site Bloomberg
Notícias da FAP/MG
Banqueiros comemoram fim da Previdência e querem mais

Festa no Senado ao aprovar fim dos direitos previdenciários

Senado fez festa ao aprovar fim da Previdência Social, atendendo às ordens do "mercado", cujo maior representante no governo é Paulo Guedes, eterno capacho de grandes banqueiros (foto: Andre Coelho/Bloomberg)

 

06/11/2019 - Executivos dos maiores bancos instalados no Brasil foram unânimes em aplaudir a aprovação da reforma da Previdência — e já deixaram claro qual deve ser, para eles, a próxima prioridade do governo.


Com o principal item de sua lista de desejos já atendido, banqueiros de instituições como Itaú Unibanco e BTG Pactual agora se empenham para (comprar votos e) aprovar a reforma administrativa, que visa reduzir a prestação de serviços pelo Estado e as despesas com o funcionalismo público.


Pretende-se mudar as políticas de remuneração, índices de produtividade, facilitar as demissão, entre outras medidas que prejudicam a população.


“A reforma da Previdência, agora aprovada, juntamente com a reforma administrativa, que será discutida no próximo ano, marcam as etapas finais das mudanças financeiras iniciadas em 1994”, afirma Roberto Sallouti, presidente do BTG.


As promessas deles são muitas: “o país poderá se concentrar na agenda de produtividade, melhorando o PIB per capita e a vida dos brasileiros". Quando aprovaram a reforma trabalhista, a grande promessa era gerar milhões de empregos. Mas nada se efetivou.


O desemprego e o subemprego no Brasil continuam batendo recordes. Mas não se fala mais em gerar emprego. A mentira, a conversa fiada agora é outra.


A reforma proposta por Bolsonaro, e aprovada pelo Senado e Câmara dos Deputados, praticamente acabou com as aposentadorias e reduziu sensivelmente o valor de todos os benefícios a serem reajustados ou concedidos a partir de agora.


Diferente de todos os países do mundo, o Brasil mexeu nas regras da Previdência até mesmo para quem estava prestes a se aposentar e também para todos os demais contribuintes. Um verdadeiro crime.


"ECONOMIA" NAS COSTAS DOS APOSENTADOS - Com as mudanças, o próprio governo admitiu que pretende "economizar" R$ 1 trilhão, nos próximos 10 anos. Isto significa que - nos próximos dez anos - cada um dos atuais 35 milhões de aposentados e pensionistas do INSS vai receber a menos R$ 28,5 mil reais. Ou R$ 2.850,00 a menos POR ANO.


Esta "economia" vai acontecer com reajustes anuais até abaixo da inflação, com redução nas pensões por morte e outros maldades do governo.


Este R$ 1 TRILHÃO será integralmente destinado a banqueiros nacionais e estrangeiros, para o pagamento de juros e serviços das dívidas interna e externa.


Assim segue o País ladeira abaixo, aumentando as desigualdades econômica e social, acabando com toda a proteção social, com prestação de serviços públicos à população, sem melhoria na educação, saúde, segurança, transporte público e tudo mais que interessa diretamente à população. Aos sofridos 220 milhões de brasileiros, escravos da cobiça nacional e internacional.