Notícias

06/11/2017 - Notícias da FAP/MG
Juros do consignado caem, mas continuam altos e abusivos
por FAP/MG

06/11/2017 - Entrou em vigor na segunda-feira (6/11), redução dos juros para empréstimo consignado, com desconto em folha, para aposentados e pensionistas do INSS. A medida foi aprovada em 28 de setembro, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência. Porém, só nesta segunda-feira a Resolução 1.333 foi publicada no Diário Oficial da União.


A taxa abaixou de 2,14% para 2,08% ao mês. Com os novos índices, no cálculo para 12 meses ou um ano, os juros cobrados são de 28,0%. Nas operações por meio de cartão de crédito o juros ficaram em 3% ao mês, ou 36% ao ano. Essas taxas ainda são muito altas. A caderneta de poupança, por exemplo, rende 8,5% ao ano. Portanto, quem pega empréstimo consignado paga mais de três vezes (3,3) os juros da Poupança. No cartão de crédito, os juros cobrados são 4,24 vezes a taxa da Poupança.

 

Ou seja, na hora de pagar, os bancos e financeiras colocam as taxas lá em baixo. Poupança rende 0,7% ao mês. Mas, na hora de cobrar, esses mesmos bancos, com o apoio dos governos corruptos que temos, jogam as taxas bem para o alto. Os juros de cheque especial e de empréstimos pessoais estão em 6,5% ao mês.


A FAP/MG considera os juros dos empréstimos consignados abusivos, pois os bancos não têm nenhum risco na operação. Os aposentados pagam na fonte, o que até contraria a liberdade das pessoas. Em caso de falecimento, seguro já embutido nas prestações quita a dívida. Esses empréstimos são vergonhosa transferência de dinheiro dos aposentados e pensionistas para os bilionários banqueiros.


Para servidores, a taxa de juros foi reduzida de 2,2% ao mês para 2,05% ao mês. Em março deste ano, o governo já havia reduzido as taxas do consignado de 2,5% para 2,2% ao mês. Em termos anualizados, a queda foi de 29,8% ao ano para 27,6% ao ano.


EXCESSO DE DÌVIDAS: Aposentados do INSS estão mais endividados esse ano. Dados do Banco Central (BC) mostram que, entre janeiro e setembro desse ano, em comparação com igual período do ano passado, as dívidas por meio do consignado aumentaram: nos nove primeiros de 2017, o montante em crédito liberado atingiu R$ 113,1 bilhões, acima dos R$ 99 bilhões de 2016.


A alta no período é de R$ 14,2 bilhões, um novo recorde na modalidade que costuma ter aposentados e pensionistas como alvos fáceis. No mesmo período, por exemplo, as dívidas de servidores públicos, que totalizam R$ 174,7 bilhões nessa modalidade de crédito, aumentaram 4,2% e as de trabalhadores da iniciativa privada recuaram 4,6%.


Mesmo com a relativa redução das taxas de juros, em relação a outras modalidades, os empréstimos devem ser feitos com cautela. Antes de fazer qualquer contrato e assumir uma dívida, o consumidor deve sempre analisar se realmente precisa do dinheiro.


EVITE PROBLEMAS: Apesar de possuir juros menores, quando comparado a outras modalidades de empréstimo (cheque especial, cartão de crédito e empréstimo pessoal), o consignado também é uma operação de crédito e haverá cobrança de juros. Faça uma avaliação do quanto isso vai comprometer seu orçamento.


TAXAS: É dever do banco informar o valor total financiado, a taxa mensal e anual de juros, número e periodicidade das prestações e a soma total a pagar por empréstimo. Ao assinar o contrato, exija uma cópia. Quase nunca as financeiras e bancos cumprem essa obrigação. Eles são campões de reclamações nos Juizados de Consumo em todo o País. Entretanto, quase nunca o Ministério Público toma providência alguma.


DEPÓSITO: O valor do empréstimo deverá ser creditado diretamente na conta em que a pessoa recebe o benefício. Caso o pagamento de benefícios seja na modalidade cartão magnético, o depósito deverá ser feito em conta corrente ou conta poupança da qual o beneficiário também seja titular ou por ordem de pagamento depositada na agência ou banco em que o segurado recebe do INSS


ADIANTAR PARCELAS: Por se tratar de operação de crédito, você terá direito ao abatimento proporcional de juros e encargos, caso opte pela antecipação de parcelas do empréstimo consignado.

Comentar

Comentar

* = Preenchimento obrigatório
Nome *
Email *
Mensagem *
 

Comentários

Nenhum comentário ainda.
A-     A+

Não à PEC 287

Enquete
Quais as ameças do Governo aos trabalhadores e aposentados?
Reajuste anual abaixo da inflação
Pensões e aposentadoria abaixo do Salário Mínimo
Fixar idade para aposentar aos 65 anos e subir para 75 anos
Retirar recursos próprios da Previdência para pagar dívida
Dificultar e negar pagamento de pensão por morte
Dificultar e negar pagamento de auxílio doença
Cortar investimentos em saúde, educação, segurança...
Todas as opções acima e muitas outras
Agenda