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07/02/2018 - Notícias da FAP/MG
Ao invés de desmontar, o País e o povo precisam é fortalecer a Previdência
por FAP/MG

07/02/2018 - A proposta de reforma da Previdência Social, de autoria de Michel Temer, visa reduzir os valores e/ou dificultar o acesso a todos os benefícios previdenciários, tanto dos trabalhadores da iniciativa privada, quanto de militares, servidores públicos e de todos os contribuintes.

 

Os governos - o atual e anteriores - trabalham com perspectivas e argumentos errados, que nada contribuem para o progresso do Brasil e a melhoria da qualidade de vida e de trabalho da população. Enfraquecer a Previdência Social é erro grosseiro, com consequências graves e duradouras.

 

Há décadas, a Previdência Social brasileira vem sendo sucateada e as aposentadorias e pensões transformadas em esmolas.

 

Por muitos anos, o teto do regime geral da Previdência Social foi de 20 salários mínimos, que hoje somariam R$ 19.080,00. Depois foi rebaixado para 10 salários (R$ 9.540,00). Atualmente, o teto é de apenas R$ 5.645,00, que representa menos de seis salários mínimos.

 

O teto serve como parâmetro para as contribuições e os pagamentos realizados pelo INSS. Antes, os trabalhadores pagavam - e recebiam - até o limite de R$ 19.080 por mês. O sistema era muito mais forte e respeitado.

 

A redução gradativa do teto significa que o INSS está rejeitando contribuições mais altas. É o mesmo que um comerciante aceitar em seu estabelecimento apenas consumidores pobres, com poder de compra muito baixo. Isto está empobrecendo milhões de aposentados e pensionistas, pessoas que recebem e gastam, imediatamente, fazendo o mercado girar. Se gira menos e com menos força, sofrem o comércio, indústria, serviços e todo o País.

 

Em mais de 60% das cidades brasileiras, os pagamentos do INSS a aposentados e pensionistas são superiores os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), principal fonte de arrecadação de pequenas e médias prefeituras. Portanto, quem movimenta a economia no interior do País são os aposentados e pensionistas do INSS. E estes estão ficando cada vez mais pobres, com benefícios achatados a cada ano.

 

Para onde vai o dinheiro surrupiado dos aposentados e pensionistas? Resposta óbvia: para os bancos. Nas últimas décadas, os governos vêm elevando gradualmente os valores pagos de juros e serviços das dívidas interna e externa. Em 2017, mais da metade de tudo que a União arrecadou foi destinado a esses pagamentos. Boa parte desses valores eram recursos próprios da Previdência Social que foram "desvinculados", um termo novo para desvio, roubo.

 

Além disso, quem tem melhor remuneração compra os chamados planos de previdência privada. Uma furada, que rende menos do que a inflação e engorda muito os lucros fantásticos dos bancos.

 

O governo Temer apresentou a proposta de reforma da Previdência orientado e guiado por pelo ministro Henrique Meireles, um banqueiro e serviçal dos ex-patrões. Não há nenhuma boa intenção no Governo. Nenhuma preocupação em melhorar a saúde, educação, segurança e a proteção social do povo. Para os banqueiros tudo! Para a população, a desgraça!

 

Por isso, a FAP/MG e todas as entidades filiadas, que reúnem cerca de 200 mil filiados, são 100% contra a proposta de reforma. Quem votar a favor, não volta!


Robson de Souza Bittencourt
Presidente da FAP/MG

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