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07/03/2018 - Notícias da FAP/MG
João Vicente Gourlart, pré-candidato à presidência pelo PPL, apresenta propostas
por FAP/MG e O Tempo

07/03/2018 - A Federação das Entidades dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP/MG), o diretório estadual do Partido Pátria Livre (PPL) e outras entidades sociais e populares trouxeram a Belo Horizonte o pré-candidato à presidência da República, João Vicente Goulart.

 

Em extensa programação, cumprida nos dias 5 e 6 de março, João Vicente se encontrou com dirigentes partidários, lideranças de trabalhadores e concedeu diversas entrevistas a veículos de imprensa.

 

O presidente da FAP/MG, Robson de Souza Bittencourt, considerou muito positiva as atividades realizadas. "Nosso partido tem propostas, tem compromissos com a população e tem candidatos com ética e competência administrativa e política. Estamos apresentando essas candidaturas e chamamos todos os setores organizados, do campo popular e democrático, a somar forças na campanha", afirmou Bittencourt.

 

João Vicente Goulart, no encontro com dirigentes sindicais e de associações de aposentados e pensionistas, destacou a importância de candidaturas como a de Robson de Souza Bittencourt, que irá disputar o mandato de deputado federal.

 

"Só o INSS tem quase 34 milhões de beneficiários. São mais de 50 milhões de contribuintes ativos. A Previdência Social do Brasil é uma das maiores e mais organizadas do mundo. Essa quantidade de pessoas tão grande e o valioso patrimônio da seguridade precisam de uma bancada de deputados e senadores".

 

“A candidatura de Robson, e de outros camaradas, é fundamental para impedir o fim das aposentadorias, como estava propondo o governo Temer. O desmonte da Previdência não foi aprovado no ano passado e neste (2017 e 2018), por causa da pressão popular", destacou Goulart.

 

O PPL é sucessor do Partido dos Aposentados e Idosos (PAI do Brasil), agremiação que os aposentados tentaram organizar, sem sucesso.

 

Leia, a seguir, parte da entrevista concedida à Rádio Super e publicada no jornal "O Tempo".

 

 

João Vicente Goulart

João Vicente Goulart, pré-candidato à Presidência pelo PPL

 

Vamos rever a reforma trabalhista

 

Em entrevista à rádio Super Notícia FM, o filho do ex-presidente João Goulart defende a revisão da nova lei trabalhista e o investimento em escolas para combater a violência.

 

O senhor é filho do ex-presidente João Goulart, que foi deposto pelo golpe civil-militar que tivemos em 1964. Na caminhada à Presidência, quais ensinamentos de seu pai o senhor pretende usar?

 

Apesar da distância temporal, os momentos são parecidos. Em 1964 nós tivemos um golpe de Estado que foi dado não contra o presidente da República João Goulart, mas foi um golpe contra um projeto de nação brasileira.

 

O governo João Goulart era composto por vários jovens que tinham uma ideologia muito nacionalista, que queriam ver uma nação diferente, que passava por reformas estruturais.

 

Foi um período em que o Brasil vivia um momento de efervescência cultural e queria avançar nas suas conquistas sociais por meio do programa de reformas de base, que eram as reformas agrária, urbana, tributária, bancária e educacional.

 

Nós tínhamos também um projeto de nacionalização da economia que era a concessão de alguns monopólios para as nossas empresas estatais. Esse país queria uma melhor distribuição de riqueza e de oportunidades.

 

Hoje, nós estamos vendo, nesse curto período de 2016 até agora, um entreguismo total de nossos recursos, de nossas esperanças e do povo brasileiro. Estão privatizando a Eletrobrás, entregando a base de Alcântara, autorizando estrangeiros a comprar terras em nosso país e hipotecar no exterior.

 

A reforma trabalhista que foi aprovada no Congresso Nacional é um verdadeiro ataque aos direitos dos trabalhadores, porque direitos conquistados não retrocedem.

 

Nós estamos vendo, em nome do avanço e da modernização, que chamam de “flexibilização da legislação trabalhista”, uma verdadeira perda dos direitos.

 

 

O que o senhor acha da reforma trabalhista?

 

A proposta do nosso partido é de rever essa reforma trabalhista. Nós entendemos perfeitamente a modernização do sistema de produção, isso é inegável, mas nós queremos que o direito dos trabalhadores acompanhe essa evolução, e não que retroceda.

 

O que acontece hoje é que o salário mínimo, que era um piso, tornou-se teto. Estamos perdendo os direitos dos trabalhadores. Inclusive, nós propusemos uma reforma tributária.

 

Países desenvolvidos têm na sua essência de tributação o imposto de patrimônio, nós não temos. Quer dizer que só se taxa o trabalhador no holerite. Nós vamos rever isso.

 

 

No espectro político, o senhor se considera no campo da esquerda?

 

Acho que essa definição de esquerda e de direita em 64 era muito válida, o mundo estava dividido ideologicamente em dois. Hoje, esquerda e direita, como é que nós vamos classificar?

 

Quem defende o lucro social é de esquerda? Então nós somos de esquerda. Agora, quem defende um nacionalismo e a conservação de nossas empresas para o Brasil é de direita? Então, nós somos de direita.

 

Essa questão de esquerda e de direita, no momento atual, está superada. Temos que caminhar para defender a economia brasileira.

 

 

Qual seria a proposta do senhor para melhorar a segurança pública de nosso país?

 

A violência no país (é como) dizia Darcy Ribeiro: se não fizermos as escolas hoje, daqui a 20 anos nós temos que fazer presídios.

 

O problema da violência no Brasil é a presença do Estado nas comunidades, que não existe.

 

E nós defendemos a reforma urbana, ou seja, dar títulos de propriedades e construir a cidadania para que essa população possa ter acesso a financiamento bancário, colocar um pequeno comércio nas localidades onde não existe ainda essa legalização fundiária.

 

Acho que a presença do Estado dentro de um projeto de legalização fundiária dentro dessas comunidades é uma das alavancas para que ele se faça presente, e a violência diminua nas comunidades.

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