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18/04/2018 - Notícias da FAP/MG
Aposentados voltam às ruas em defesa da Previdência
por Cobap

Manifestação em Cuiabá

18/04/2018 - Dezenas de aposentados e pensionistas, representantes de diversas regiões do País, participaram de manifestação de rua contra a reforma da previdência, realizada com grande êxito no centro de Cuiabá, capital do Mato Grosso, na manhá de terça-feira (17/4).


O protesto teve início na Praça Alancastro. Os militantes fecharam a Avenida Getúlio Vargas e marcharam até a agência do INSS, paralisando o trânsito e chamando a atenção de milhares de cuiabanos.


A passeata foi encerrada com a entrega de uma carta aos dirigentes locais do INSS, assinada por Warley Martins Gonçalles, presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (COBAP) e por Adelfina Barboza de Souza, Federação dos Aposentados e Pensionista de Mato Grosso (Fedapi).


O documento expressa a indignação de todas as entidades vinculadas à COBAP e dos aposentados brasileiros. Entre outras reivindicações, exige a recriação do Ministério da Previdência e o fim da reforma.


A mobilização foi organizada pela FEDAPI e COBAP, contando com apoio e participação de representantes 29 associações mato-grossenses, além de dirigentes de outros 15 estados. Representantes da Federação e de entidades mineiras estiveram presentes, como Robson de Souza Bittencourt, presidente da FAP/MG e os diretores Gilson da Costa Matos, Adilson Rodrigues da Silva e Maria Almeida da Silva Marques.


O ato obteve grande repercussão na mídia nacional. Jornais tradicionais de todo o Brasil deram notas e fotos sobre a revolta dos cabeças brancas.

 

RETOMADA - Para Robson Bittencourt, o ato de Cuiabá marca a retomada das lutas por parte dos aposentados e pensionistas, em defesa de seus direitos. "Derrotamos a proposta de Temer de praticamente acabar com as aposentadorias. O projeto inicial deste governo exigia 49 anos de contribuição, para a pessoa ter direito à aposentadoria integral. Isto era absurdo. Conseguimos mostrar à população e ao Congresso que aquilo não era reforma, e sim destruição da Previdência Pública", disse Robson.

 

"Agora temos que aprovar o Projeto de Lei nº 4.434, que está pralisado na Câmara dos Deputados há dez anos. O projeto já foi aprovado no Senado e determina a recuperação do poder de compra de todas as aposentadorias e pensões. Com sua aprovação, o INSS deverá, gradualmente, durante cinco anos, recompor o valor de todos os benefícios, para que tenham o mesmo número de salários mínimos, da data de concessão", completou Bittencourt, apontando que o segmento tem muito a realizar em defesa de seus direitos.

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