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03/07/2018 - Notícias da FAP/MG
Russos rejeitam reforma da Previdência muito mais branda que a do Brasil
por FAP/MG

03/07/2018 - A popularidade do presidente da Rússia, Vladimir Putin, caiu fortemente nas últimas semanas, segundo diversos institutos de pesquisa do país. O motivo é claro: a proposta de reforma da Previdência anunciada pelo governo russo.

 

A medida foi apresentada à imprensa no dia do início da Copa do Mundo de Futebol. Por isso, os críticos acusam o governo de tentar esconder a má notícia e, desde então, pesquisas mostraram que cerca de 90% da população se opõe ao plano.

 

GRADUAL - A proposta é de elevar a idade mínima para a aposentadoria de 60 para 65 anos no caso dos homens, e de 55 para 63 anos, no das mulheres.

 

Isto seria feito de forma gradual, ao longo de dez anos para homens, e de 14 anos para mulheres. Ou seja, somente em 2028 a Rússia passaria a exigir 65 anos de idade para os homens se aposentarem e em 2022 para as mulheres se aposentarem aos 63 anos de idade.

 

Na Rússia os homens vivem 64 anos, em média, enquanto mulheres vivem 76, segundo a dados oficiais da Organização Mundial da Saúde.

 

O argumento de que a pessoa vai morrer antes de se aposentar tem falado mais alto do que considerações sobre a solvência do sistema herdado da antiga União Soviética.

 

Um manifesto online já colheu 2,6 milhões de assinatura contra a proposta. No domingo (1º), foram realizados protestos em mais de 200 cidades da Rússia, convocados inclusive por sindicatos

tradicionalmente alinhados ao Kremlin. Os manifestos somente não tiveram maior repercussão internacional por causa da inédita passagem da seleção russa às quartas de final do Mundial.

 

Durante a campanha política, no início deste ano, Putin disse que jamais concordaria em elevar a idade de aposentadoria enquanto fosse presidente. Em março deste ano, ele se reelegeu com grande vantagem.

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