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21/11/2018 - Notícias da FAP/MG
Frente começa hoje ações contra a reforma da Previdência
por DCI-SP

21/11/2018 - O governo eleito terá hoje uma demonstração do que pode ser a tramitação da reforma da Previdência, prioridade de Jair Bolsonaro (PSL) na agenda com o Congresso Nacional. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social vai entregar hoje documento contra as mudanças, assinado por mais de 100 entidades classistas de todo o Brasil. A reunião do colegiado está prevista para acontecer pela manhã, em auditório da Câmara.

 

A Frente é contra a votação da reforma da Previdência em análise na Câmara por meio da Proposta de Emenda á Constituição 287, que tramita na Casa desde 2016. Segundo a Agência Câmara Notícias, os integrantes do grupo afirmam que a proposta "minimiza direitos sociais devido a equivocadas políticas de renúncias fiscais adotadas a partir de 2011 no País. Embora vários líderes de partidos acreditem que será difícil votar parte da reforma neste ano, parlamentares que apóiam o novo governo querem garantir já alguns pontos para facilitar o início do mandato de Bolsonaro.

 

Conseguir do Congresso apoio para passar pelo menos a ampliação da idade mínima para aposentadoria já daria um fôlego para o governo eleito na área fiscal, já que ê este o Calcanhar de Aquiles da situação macroeconômica do País, passando a investidores estrangeiros vulnerabilidade no equilíbrio das contas públicas. A ponto de levar o mercado financeiro a cobrar, em breve, uma posição mais forte do novo governo na definição dos presidentes da Câmara e Senado, com força para comandar a articulação das reformas no início do mandato presidencial.

 

Mesmo que houvesse tempo hábil - estamos a 40 dias de acabar o ano -, dificilmente os 50% de deputados que não se reelegeram aceitariam arcar com o ônus de aprovar a mais amarga das reformas na avaliação do eleitorado. O próprio presidente da Câmara defende a necessidade de aprovação da reforma, mas reconhece que não será uma tarefa fácil aprovar a proposta encaminhada pelo governo Temer. Além disso, a intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro, que deve vigorar até o dia 31 de dezembro, teria de ser suspensa para votar a reforma.

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