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12/08/2019 - Notícias da FAP/MG
Aposentados pressionam Senadores por mudanças em pensões
por COBAP

12/08/2019 - Começaram nesta segunda-feira (12/8) as visitas de dirigentes de entidades de aposentados e pensionistas aos senadores, reivindicando mudanças na proposta de reforma da Previdências, relativas especificamente às pensões por morte. O presidente da FAP/MG, Robson de Souza Bittencourt, está em Brasília visitando os gabinetes no Senado Federal.


A estratégia de concentrar as reivindicações nas pensões foi definida em reunião da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (COBAP), em Brasília.


Nesta semana, as mobilizações estão à cargos de dirigentes e entidades vinculadas às Federações de Aposentados dos estados de Minas Gerais e Santa Catarina. Na semana de 19 a 23 de agosto será a vez da Federação do Mato Grosso do Sul e de 26 a 29 deste mês por conta das Federações dos Estados do Nordeste.


O texto atual da proposta de reforma, aprovado pela Câmara dos Deputados, determina que, no caso de falecimento de segurado do INSS, o cônjuge sobrevivente ou o familiar dependente receberá apenas 60% do valor do benefício do falecido. Para a COBAP, esta perda substancial de renda pode comprometer a qualidade de vida das pessoas. Além de se caracterizar como um confisco de benefício.


As entidades de aposentados e pensionistas estão reivindicando aos Senadores corrigirem este corte de direitos, possibilitando o acúmulo de pensão e aposentadoria, como sempre foi, visto que as despesas permenecem quase as mesmas. Lembram também que milhões de idosos são arrimos de família, situação muito bem conhecida e avaliada pelo IBGE. O corte nas pensões vai ameaçar essas famílias.


O presidente da COBAP, Warley Martins, explica que os diretores e membros das federações intensificarão as visitas aos senadores para tentar corrigir o erro contido na reforma aprovada na Câmara. A matéria precisará ser aprovada em dois turnos no Senado.


No Brasil, existem mais de 7,5 milhões de pensionistas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que representa mais de 20% do total dos beneficiários do sistema previdenciário. O valor médio pago atualmente por pensão é de R$ 1.225,00.

 

“Se essa reforma for aprovada do jeito que eles querem, os pensionistas mais pobres serão os mais prejudicados”, protestou Warley.

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